quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ditadura Parlamentar – O Coronelismo no Legislativo Espumosense

As polêmicas que sucederam nesses últimos dias no Legislativo Espumosense, além de certa indignação, causam uma tremenda vergonha à população da nossa terra, ou, pelo menos, a mim. Tanta repulsa causou, que decidi expor minha opinião a comunidade.
As irregularidades que foram atribuídas ao Vereador Carlos Vilmar de Brum, e consequentemente o pedido de cassação do mesmo, causaram certo espanto.
Mas não foi isso que me indignou, e nem o fato de que dois dos três suplentes do Partido Progressista que foram convocados para a votação da denúncia(e votaram contra), o Sr. João Carlos Moraes e o Sr. Ilé Luiz Mossolini não faziam mais parte dos quadros do PP há algum tempo, e, por isso, não teriam legitimidade para assumir o posto.
Os vereadores que propuseram a cassação do vereador, corretamente, não puderam participar da votação. No entanto, e aqui mora a minha indignação, o vereador que sofreu a denúncia, presidiu a seção em que ele próprio era réu. Isso sim é desprezível.
Como estudante do direito, e crente na democracia brasileira, vi esse absurdo, com requintes de coronelismo, depreciar a seriedade do nosso legislativo. Ora essa, o réu presidir o seu julgamento. Que país é esse?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MEIA-ENTRADA & ENTRADA-E-MEIA


A FIFA, a algum tempo, solicitou ao governo brasileiro que suspendesse as leis que davam direito a uma parcela específica da população de pagar meia-entrada em jogos da Copa do Mundo. O governo cedeu, mas não sem que houvesse acaloradas discussões sobre o assunto.
Nesse dia 11 de outubro de 2011, nos editorias do jornal ZERO HORA, a Deputada Federal Manuela Dávila e o Presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) Sr. Ricardo Difini Leite, expuseram suas opiniões a respeito do recém aprovado Estatuto da Juventude que preconiza o pagamento da meia-entrada para jovens estudantes até 29 anos e idosos de 60 anos ou mais em eventos esportivos, cinemas, teatros, concertos musicais e shows culturais.
A Deputada Manuela diz que o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 Estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil, e ainda salienta que a própria economia brasileira já financia essa meia entrada.
Não consegui entender o que ela quis dizer com ‘economia brasileira’. O que é a economia brasileira? É o governo brasileiro? Ou, ainda, o povo brasileiro?
Por sua vez, o Sr. Ricardo Difini Leite, salienta que a aprovação do referido Estatuto cria, indiretamente, um segmento minoritário da sociedade, intitulado pela articulista como os sem-meia-entrada, cidadãos da faixa etária de 30 a 59 anos de idade. Este segmento minoritário e discriminado da sociedade, além de não possuir o direito a pagar metade dos ingressos em cinemas, shows, teatros e eventos esportivos, subsidia o ingresso para estudantes de até 29 anos e cidadãos com mais de 59 anos de idade, pagando um valor bastante superior ao que poderia pagar, no intuito de patrocinar o desconto de 50% no valor dos ingressos desses eventos culturais e esportivos.
Creio que em vez de sem-meia-entrada, eles deveriam ser intitulados de ‘entrada-e-meia’, pois são eles que realmente financiam os ‘meia-entrada’. Ou alguém pensa que os donos ou promotores dos eventos vão arcar com os custos?
Margarete Tatcher, quando primeira ministra da Inglaterra disse: ‘o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.’
Nesse sentido, há uma lenda urbana, amplamente divulgada nos EUA, em que um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, portanto, seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A".
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano. Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Nada é de graça, no fim do jantar, sempre alguém tem que pagar a conta.
Pensem nisso, e fiquem com Deus.