Bom dia.
Fiquei pasmo ao ver a cena do corrupto José Genoíno sendo preso. Ele estava sendo levado pela polícia federal aos seu novo lar (presídio), e com as algemas nos pulsos levantou-as e bradou "Sou inocente. Sou um preso político."
Pelo amor de Deus. Inocente??? Se o próprio STF o condenou por corrupção e formação de quadrilha. Aliás, os ministros do STF são indicados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado.
Muitos dos Ministros que estão lá foram indicados pelo próprio PT.
Preso político. Como ele pode ser um preso político em um país governado por seus correligionários???
E tem gente que acredita... Devem ser os mesmos que acreditam em Papai Noel e Coelho da Páscoa.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Retorno...
Olá amigos.
Pretendo reiniciar as publicações dos meus textos. Espero que tenham alguma serventia, que contribuam para discussões nas mais diversas áreas, fazendo o leitor pensar e repensar.
Seja como for, o intuito é utilizar o direito constitucional da liberdade de expressão para discutir assuntos polêmicos e que despertem a atenção da sociedade.
Abraço.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Ditadura Parlamentar – O Coronelismo no Legislativo Espumosense
As polêmicas que sucederam nesses últimos dias no Legislativo Espumosense, além de certa indignação, causam uma tremenda vergonha à população da nossa terra, ou, pelo menos, a mim. Tanta repulsa causou, que decidi expor minha opinião a comunidade.
As irregularidades que foram atribuídas ao Vereador Carlos Vilmar de Brum, e consequentemente o pedido de cassação do mesmo, causaram certo espanto.
Mas não foi isso que me indignou, e nem o fato de que dois dos três suplentes do Partido Progressista que foram convocados para a votação da denúncia(e votaram contra), o Sr. João Carlos Moraes e o Sr. Ilé Luiz Mossolini não faziam mais parte dos quadros do PP há algum tempo, e, por isso, não teriam legitimidade para assumir o posto.
Os vereadores que propuseram a cassação do vereador, corretamente, não puderam participar da votação. No entanto, e aqui mora a minha indignação, o vereador que sofreu a denúncia, presidiu a seção em que ele próprio era réu. Isso sim é desprezível.
Como estudante do direito, e crente na democracia brasileira, vi esse absurdo, com requintes de coronelismo, depreciar a seriedade do nosso legislativo. Ora essa, o réu presidir o seu julgamento. Que país é esse?
As irregularidades que foram atribuídas ao Vereador Carlos Vilmar de Brum, e consequentemente o pedido de cassação do mesmo, causaram certo espanto.
Mas não foi isso que me indignou, e nem o fato de que dois dos três suplentes do Partido Progressista que foram convocados para a votação da denúncia(e votaram contra), o Sr. João Carlos Moraes e o Sr. Ilé Luiz Mossolini não faziam mais parte dos quadros do PP há algum tempo, e, por isso, não teriam legitimidade para assumir o posto.
Os vereadores que propuseram a cassação do vereador, corretamente, não puderam participar da votação. No entanto, e aqui mora a minha indignação, o vereador que sofreu a denúncia, presidiu a seção em que ele próprio era réu. Isso sim é desprezível.
Como estudante do direito, e crente na democracia brasileira, vi esse absurdo, com requintes de coronelismo, depreciar a seriedade do nosso legislativo. Ora essa, o réu presidir o seu julgamento. Que país é esse?
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MEIA-ENTRADA & ENTRADA-E-MEIA
A FIFA, a algum tempo, solicitou ao governo brasileiro que suspendesse as leis que davam direito a uma parcela específica da população de pagar meia-entrada em jogos da Copa do Mundo. O governo cedeu, mas não sem que houvesse acaloradas discussões sobre o assunto.
Nesse dia 11 de outubro de 2011, nos editorias do jornal ZERO HORA, a Deputada Federal Manuela Dávila e o Presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) Sr. Ricardo Difini Leite, expuseram suas opiniões a respeito do recém aprovado Estatuto da Juventude que preconiza o pagamento da meia-entrada para jovens estudantes até 29 anos e idosos de 60 anos ou mais em eventos esportivos, cinemas, teatros, concertos musicais e shows culturais.
A Deputada Manuela diz que o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 Estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil, e ainda salienta que a própria economia brasileira já financia essa meia entrada.
Não consegui entender o que ela quis dizer com ‘economia brasileira’. O que é a economia brasileira? É o governo brasileiro? Ou, ainda, o povo brasileiro?
Por sua vez, o Sr. Ricardo Difini Leite, salienta que a aprovação do referido Estatuto cria, indiretamente, um segmento minoritário da sociedade, intitulado pela articulista como os sem-meia-entrada, cidadãos da faixa etária de 30 a 59 anos de idade. Este segmento minoritário e discriminado da sociedade, além de não possuir o direito a pagar metade dos ingressos em cinemas, shows, teatros e eventos esportivos, subsidia o ingresso para estudantes de até 29 anos e cidadãos com mais de 59 anos de idade, pagando um valor bastante superior ao que poderia pagar, no intuito de patrocinar o desconto de 50% no valor dos ingressos desses eventos culturais e esportivos.
Creio que em vez de sem-meia-entrada, eles deveriam ser intitulados de ‘entrada-e-meia’, pois são eles que realmente financiam os ‘meia-entrada’. Ou alguém pensa que os donos ou promotores dos eventos vão arcar com os custos?
Margarete Tatcher, quando primeira ministra da Inglaterra disse: ‘o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.’
Nesse sentido, há uma lenda urbana, amplamente divulgada nos EUA, em que um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, portanto, seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A".
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano. Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Nada é de graça, no fim do jantar, sempre alguém tem que pagar a conta.
Pensem nisso, e fiquem com Deus.
A FIFA, a algum tempo, solicitou ao governo brasileiro que suspendesse as leis que davam direito a uma parcela específica da população de pagar meia-entrada em jogos da Copa do Mundo. O governo cedeu, mas não sem que houvesse acaloradas discussões sobre o assunto.
Nesse dia 11 de outubro de 2011, nos editorias do jornal ZERO HORA, a Deputada Federal Manuela Dávila e o Presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) Sr. Ricardo Difini Leite, expuseram suas opiniões a respeito do recém aprovado Estatuto da Juventude que preconiza o pagamento da meia-entrada para jovens estudantes até 29 anos e idosos de 60 anos ou mais em eventos esportivos, cinemas, teatros, concertos musicais e shows culturais.
A Deputada Manuela diz que o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 Estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil, e ainda salienta que a própria economia brasileira já financia essa meia entrada.
Não consegui entender o que ela quis dizer com ‘economia brasileira’. O que é a economia brasileira? É o governo brasileiro? Ou, ainda, o povo brasileiro?
Por sua vez, o Sr. Ricardo Difini Leite, salienta que a aprovação do referido Estatuto cria, indiretamente, um segmento minoritário da sociedade, intitulado pela articulista como os sem-meia-entrada, cidadãos da faixa etária de 30 a 59 anos de idade. Este segmento minoritário e discriminado da sociedade, além de não possuir o direito a pagar metade dos ingressos em cinemas, shows, teatros e eventos esportivos, subsidia o ingresso para estudantes de até 29 anos e cidadãos com mais de 59 anos de idade, pagando um valor bastante superior ao que poderia pagar, no intuito de patrocinar o desconto de 50% no valor dos ingressos desses eventos culturais e esportivos.
Creio que em vez de sem-meia-entrada, eles deveriam ser intitulados de ‘entrada-e-meia’, pois são eles que realmente financiam os ‘meia-entrada’. Ou alguém pensa que os donos ou promotores dos eventos vão arcar com os custos?
Margarete Tatcher, quando primeira ministra da Inglaterra disse: ‘o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.’
Nesse sentido, há uma lenda urbana, amplamente divulgada nos EUA, em que um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, portanto, seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A".
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano. Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Nada é de graça, no fim do jantar, sempre alguém tem que pagar a conta.
Pensem nisso, e fiquem com Deus.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Do esquerdismo infantil à maturidade e à liberdade
O Presidente Lula, repetindo um conhecido conceito, há pouco tempo afirmou:
"Esquerdismo é sinal de imaturidade juvenil. Quando a pessoa vai amadurecendo, caminha na direção oposta."
Seria isso verdade? Ou apenas algo que Lula disse para justificar o fato do seu governo ter abandonado os antigos discursos e promessas ideológicos? Ou, ainda, as duas coisas?
No livro "O medo à liberdade" (Erich Fromm; Biblioteca de Ciências Sociais; Zahar Editores - RJ/1970.) encontramos alguns trechos interessantes que abordam este tema de forma científica:
"Quanto mais a criança cresce e até o ponto em que são rompidos os vínculos primários, tanto mais ela busca a liberdade e a independência....
Tal processo apresenta dois aspectos: um é de que a criança fica mais forte física, emocional e mentalmente. Em cada uma destas esferas, crescem a intensidade e a atividade; ao mesmo tempo, as esferas vão ficando cada vez mais integradas. Forma-se uma estrutura organizada, dirigida pela vontade e pela razão do indivíduo. Se dermos a este conjunto organizado e integrado da personalidade o nome de EU, podemos dizer também que um aspecto do processo crescente de individualização é o aumento do vigor do EU.
O outro aspecto do processo de individualização é a solidão crescente. Os vínculos primários oferecem segurança e um sentimento básico de unicidade com o mundo exterior a cada um. À medida que a criança emerge daquele mundo, ela dá-se conta de estar só, de ser uma entidade separada de todas as outras. Esta separação de um mundo, que em comparação com a existência individual de cada um é esmagadoramente forte e poderoso, e muitas vezes ameaçador e perigoso, cria uma sensação de impotência e angústia. Enquanto se era parte integral daquele mundo, sem perceber as possibilidades e responsabilidades de ação individual, a gente não tinha de ter medo. Quando se passa a ser um indivíduo, fica-se só e enfrenta-se o mundo em todos os seus aspectos perigosos e avassaladores.
Surgem impulsos para renunciar à própria individualidade, para superar o sentimento de isolamento e de impotência submergindo completamente no mundo exterior. ... Assim como uma criança jamais pode retornar fisicamente ao ventre materno, tampouco pode inverter, psiquicamente, o processo de individualização. As tentativas para assim proceder assumem forçosamente o caráter de submissão, em que a contradição básica entre a autoridade e a criança que a ela se submete nunca é eliminada. Conscientemente a criança pode sentir-se segura e satisfeita, porém inconscientemente compreende que o preço que está pagando é a renúncia à sua força e à integridade do seu EU. Assim, o resultado da submissão é exatamente o oposto do que devia ser: a submissão agrava a insegurança da criança e, ao mesmo tempo cria hostilidade e rebeldia, que é mais aterrorizadora pelo fato de ser voltada contra as próprias pessoas de quem a criança continuou a ser - ou tornou-se - dependente."
Ou seja:
A história da vida humana é a história do conflito entre a segurança (interior e exterior) e a liberdade.
1- Quando nascemos, rompemos o cordão umbilical e nos tornamos indivíduos;
2- Ao passo que a criança cresce, vai aos poucos substituindo a dependência pela autonomia;
3- O medo e a angústia decorrentes da individualização e do aumento das responsabilidades criam,inconscientemente, o desejo de voltar à segurança do útero materno;
4- A impossibilidade deste retorno e a natural e crescente necessidade de liberdade criam, durante a adolescência, a hostilidade e a rebeldia (manifesta primeiramente contra a autoridade dos pais) e a luta por uma segurança que substitua o vínculo materno;
5- A medida em que o homem vai amadurecendo e garantindo sua própria fonte de sustento, perdendo o medo e a insegurança, rompendo os vínculos com a dependência dos pais e ganhando confiança nas capacidades individuais, a liberdade vai ganhando mais valor;
6- Nesta fase, o Estado, que substitui a família como garantidor da segurança, passa também a cumprir o papel de limitador da individualidade e se torna uma barreira para a necessidade natural e crescente de liberdade.
E o preço pago para este Estado (impostos, deveres, etc.) passa a pesar mais do que o produto fornecido pelo mesmo (segurança).
Em resumo:
O ímpeto esquerdista juvenil nada mais é do que a busca para substituir a segurança dos pais pela do Estado paternalista.
Mas à medida que amadurecemos, ganhamos auto-confiança e damos mais valor à nossa liberdade.
Ou seja:
Tudo o que um petista (e outros socialistas e comunistas) precisa, na verdade, é de um tratamento psicológico com um bom psicólogo, para conseguir superar suas angústias e medos e ganhar a auto-confiança necessária para amadurecer sem traumas ideológicos.
Em outras palavras
A militância socialista e comunista é, para a psicanálise, a luta para voltar ao útero materno, causado pelo medo de enfrentar as responsabilidades individuais.
E, provavelmente, tem origem em algum trauma familiar, ou em algum evento mal resolvido no desenvolvimento individual durante a infância ou adolescência.
Quem sabe, à luz da teoria freudiana, não tenha também alguma coisa ligada a um problema no desenvolvimento sexual?
O que deve ter de militante esquerdista que, inconscientemente (sem saber), é apenas produto de uma dificuldade na superação de alguma fase do desenvolvimento psicológico (fase oral, anal, fálica, ou período de latência)!
O Presidente Lula, repetindo um conhecido conceito, há pouco tempo afirmou:
"Esquerdismo é sinal de imaturidade juvenil. Quando a pessoa vai amadurecendo, caminha na direção oposta."
Seria isso verdade? Ou apenas algo que Lula disse para justificar o fato do seu governo ter abandonado os antigos discursos e promessas ideológicos? Ou, ainda, as duas coisas?
No livro "O medo à liberdade" (Erich Fromm; Biblioteca de Ciências Sociais; Zahar Editores - RJ/1970.) encontramos alguns trechos interessantes que abordam este tema de forma científica:
"Quanto mais a criança cresce e até o ponto em que são rompidos os vínculos primários, tanto mais ela busca a liberdade e a independência....
Tal processo apresenta dois aspectos: um é de que a criança fica mais forte física, emocional e mentalmente. Em cada uma destas esferas, crescem a intensidade e a atividade; ao mesmo tempo, as esferas vão ficando cada vez mais integradas. Forma-se uma estrutura organizada, dirigida pela vontade e pela razão do indivíduo. Se dermos a este conjunto organizado e integrado da personalidade o nome de EU, podemos dizer também que um aspecto do processo crescente de individualização é o aumento do vigor do EU.
O outro aspecto do processo de individualização é a solidão crescente. Os vínculos primários oferecem segurança e um sentimento básico de unicidade com o mundo exterior a cada um. À medida que a criança emerge daquele mundo, ela dá-se conta de estar só, de ser uma entidade separada de todas as outras. Esta separação de um mundo, que em comparação com a existência individual de cada um é esmagadoramente forte e poderoso, e muitas vezes ameaçador e perigoso, cria uma sensação de impotência e angústia. Enquanto se era parte integral daquele mundo, sem perceber as possibilidades e responsabilidades de ação individual, a gente não tinha de ter medo. Quando se passa a ser um indivíduo, fica-se só e enfrenta-se o mundo em todos os seus aspectos perigosos e avassaladores.
Surgem impulsos para renunciar à própria individualidade, para superar o sentimento de isolamento e de impotência submergindo completamente no mundo exterior. ... Assim como uma criança jamais pode retornar fisicamente ao ventre materno, tampouco pode inverter, psiquicamente, o processo de individualização. As tentativas para assim proceder assumem forçosamente o caráter de submissão, em que a contradição básica entre a autoridade e a criança que a ela se submete nunca é eliminada. Conscientemente a criança pode sentir-se segura e satisfeita, porém inconscientemente compreende que o preço que está pagando é a renúncia à sua força e à integridade do seu EU. Assim, o resultado da submissão é exatamente o oposto do que devia ser: a submissão agrava a insegurança da criança e, ao mesmo tempo cria hostilidade e rebeldia, que é mais aterrorizadora pelo fato de ser voltada contra as próprias pessoas de quem a criança continuou a ser - ou tornou-se - dependente."
Ou seja:
A história da vida humana é a história do conflito entre a segurança (interior e exterior) e a liberdade.
1- Quando nascemos, rompemos o cordão umbilical e nos tornamos indivíduos;
2- Ao passo que a criança cresce, vai aos poucos substituindo a dependência pela autonomia;
3- O medo e a angústia decorrentes da individualização e do aumento das responsabilidades criam,inconscientemente, o desejo de voltar à segurança do útero materno;
4- A impossibilidade deste retorno e a natural e crescente necessidade de liberdade criam, durante a adolescência, a hostilidade e a rebeldia (manifesta primeiramente contra a autoridade dos pais) e a luta por uma segurança que substitua o vínculo materno;
5- A medida em que o homem vai amadurecendo e garantindo sua própria fonte de sustento, perdendo o medo e a insegurança, rompendo os vínculos com a dependência dos pais e ganhando confiança nas capacidades individuais, a liberdade vai ganhando mais valor;
6- Nesta fase, o Estado, que substitui a família como garantidor da segurança, passa também a cumprir o papel de limitador da individualidade e se torna uma barreira para a necessidade natural e crescente de liberdade.
E o preço pago para este Estado (impostos, deveres, etc.) passa a pesar mais do que o produto fornecido pelo mesmo (segurança).
Em resumo:
O ímpeto esquerdista juvenil nada mais é do que a busca para substituir a segurança dos pais pela do Estado paternalista.
Mas à medida que amadurecemos, ganhamos auto-confiança e damos mais valor à nossa liberdade.
Ou seja:
Tudo o que um petista (e outros socialistas e comunistas) precisa, na verdade, é de um tratamento psicológico com um bom psicólogo, para conseguir superar suas angústias e medos e ganhar a auto-confiança necessária para amadurecer sem traumas ideológicos.
Em outras palavras
A militância socialista e comunista é, para a psicanálise, a luta para voltar ao útero materno, causado pelo medo de enfrentar as responsabilidades individuais.
E, provavelmente, tem origem em algum trauma familiar, ou em algum evento mal resolvido no desenvolvimento individual durante a infância ou adolescência.
Quem sabe, à luz da teoria freudiana, não tenha também alguma coisa ligada a um problema no desenvolvimento sexual?
O que deve ter de militante esquerdista que, inconscientemente (sem saber), é apenas produto de uma dificuldade na superação de alguma fase do desenvolvimento psicológico (fase oral, anal, fálica, ou período de latência)!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Caos nas estradas do interior de Espumoso. O colono não merece!!!
Quem percorre o interior do nosso município sabe o quanto é difícil. Não bastasse o trabalho ser mais duro do que tantos outros, as condições de tráfego que a atual administração disponibiliza para nós colonos é desastrosa.
Concordo que as intempéries climáticas, a enorme quantidade de chuva em pouco tempo, os alagamentos, são forças incontroláveis.
Contudo, há algum tempo essas chuvaradas nos deram uma trégua, mas a reconstituição das estradas caminha a passos de tartaruga.
Basta consultar a secretaria da fazenda para perceber que cerca de 70% da receita arrecadada pelo município vem do interior, da agropecuária. Contudo, em contra partida, muito pouco se recebe em beneficiamentos de infra-estrutura para o setor.
As pontes que apresentavam problemas, antes mesmo dessa última enxurrada, foram tratadas com descaso, e não receberam a reforma necessária, facilitando a sua total destruição.
A questão não é simplesmente encontrar culpados, apesar de eles estarem aí. O que precisamos é de reformas e construção urgente de pontes e pontilhões. Reparar com seriedade as estradas, e não simplesmente (como disse um colega colono outro dia) “dar uma lambida com a patrola”.
As estradas do interior são as artérias do município, é através delas que são escoados os produtos, e consequentemente, através delas que chega o dinheiro que sustenta a administração.
O colono não merece isso! O Município não merece isso!
Concordo que as intempéries climáticas, a enorme quantidade de chuva em pouco tempo, os alagamentos, são forças incontroláveis.
Contudo, há algum tempo essas chuvaradas nos deram uma trégua, mas a reconstituição das estradas caminha a passos de tartaruga.
Basta consultar a secretaria da fazenda para perceber que cerca de 70% da receita arrecadada pelo município vem do interior, da agropecuária. Contudo, em contra partida, muito pouco se recebe em beneficiamentos de infra-estrutura para o setor.
As pontes que apresentavam problemas, antes mesmo dessa última enxurrada, foram tratadas com descaso, e não receberam a reforma necessária, facilitando a sua total destruição.
A questão não é simplesmente encontrar culpados, apesar de eles estarem aí. O que precisamos é de reformas e construção urgente de pontes e pontilhões. Reparar com seriedade as estradas, e não simplesmente (como disse um colega colono outro dia) “dar uma lambida com a patrola”.
As estradas do interior são as artérias do município, é através delas que são escoados os produtos, e consequentemente, através delas que chega o dinheiro que sustenta a administração.
O colono não merece isso! O Município não merece isso!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
TURMAS MULTISSERIADAS NO MUNICIPIO DE ESPUMOSO
Através de determinação da Secretaria Municipal de Educação, o Município de Espumoso adotou o uso de turmas multisseriadas em diversas escolas do interior e da cidade no ano de 2009. Ou seja, colocou a primeira e segunda series em uma única sala de aula com um único professor.
Essa era a realidade em 07 (sete) escolas do nosso Município. Eram elas, CMEF ÁLVARO RODRIGUES LEITÃO, EMEF AUGUSTO PERUZZO, EMEF EMÍLIO HENRIQUE SCHIMITT, EMEF ALEXANDRE TRAMONTINI, EMEF IMACULADA CONCEIÇÃO, EMEF GUERINO CAVALLI e EMEF INC. PE. ROQUE GONZALES.
A Lei 1.576/90, alterada pela 2.411/99, criou o Conselho Municipal de Educação. De acordo com o artigo 2º da referida Lei, o CME é um órgão Normativo, Consultivo, Deliberativo e Fiscalizador do Sistema Municipal de Ensino e das Políticas Municipais de Educação. Contudo, a Secretaria Municipal de Educação adotou as turmas multisseriadas no município sem consultar o Conselho.
Quando foi solicitado tal parecer ao Conselho Municipal de Educação de Espumoso, pela Bancada Progressista, este se manifestou contrario a adoção de turmas multisseriadas.
A Bancada Progressista também solicitou a relação dos professores que estão disponíveis ao município, e concluiu que há professores suficientes na rede de ensino, portanto injustificada a ação da Secretaria de Educação de criar turmas multisseriadas.
A recomendação da não utilização de turmas multisseriadas na área rural há desde outubro de 2006 (http://www.mpdft.gov.br/portal/pdf/recomendacoes/PROEDUC_200605.pdf). Mas notem que algumas escolas estão na área urbana, o que causa mais indignação.
A Bancada Progressista, através de um requerimento, comunicou ao Ministério Publico tal situação em julho de 2009, ou seja, na metade do ano.
Para piorar a situação, essa constatação não virou noticia em nenhum meio de comunicação do município, nem radio e nem jornal noticiaram essa deformidade, essa aberração, esse descaso com o aprendizado da criança espumosense.
Por que?
Bem, talvez alguém queira adivinhar.
Essa era a realidade em 07 (sete) escolas do nosso Município. Eram elas, CMEF ÁLVARO RODRIGUES LEITÃO, EMEF AUGUSTO PERUZZO, EMEF EMÍLIO HENRIQUE SCHIMITT, EMEF ALEXANDRE TRAMONTINI, EMEF IMACULADA CONCEIÇÃO, EMEF GUERINO CAVALLI e EMEF INC. PE. ROQUE GONZALES.
A Lei 1.576/90, alterada pela 2.411/99, criou o Conselho Municipal de Educação. De acordo com o artigo 2º da referida Lei, o CME é um órgão Normativo, Consultivo, Deliberativo e Fiscalizador do Sistema Municipal de Ensino e das Políticas Municipais de Educação. Contudo, a Secretaria Municipal de Educação adotou as turmas multisseriadas no município sem consultar o Conselho.
Quando foi solicitado tal parecer ao Conselho Municipal de Educação de Espumoso, pela Bancada Progressista, este se manifestou contrario a adoção de turmas multisseriadas.
A Bancada Progressista também solicitou a relação dos professores que estão disponíveis ao município, e concluiu que há professores suficientes na rede de ensino, portanto injustificada a ação da Secretaria de Educação de criar turmas multisseriadas.
A recomendação da não utilização de turmas multisseriadas na área rural há desde outubro de 2006 (http://www.mpdft.gov.br/portal/pdf/recomendacoes/PROEDUC_200605.pdf). Mas notem que algumas escolas estão na área urbana, o que causa mais indignação.
A Bancada Progressista, através de um requerimento, comunicou ao Ministério Publico tal situação em julho de 2009, ou seja, na metade do ano.
Para piorar a situação, essa constatação não virou noticia em nenhum meio de comunicação do município, nem radio e nem jornal noticiaram essa deformidade, essa aberração, esse descaso com o aprendizado da criança espumosense.
Por que?
Bem, talvez alguém queira adivinhar.
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